Não dá para saber o que é pior, ser artista e ter que dar entrevistas a todo momento ou ser repórter de celebridades. Lembro de uma vez, em um bar no Rio de Janeiro, onde se comemorava o aniversário de alguém do elenco da novela das seis, quando um batalhão de jornalistas se postou à porta, esperando o melhor momento para flagrar o suposto romance entre dois atores. Quem estava dentro do bar, e não era do elenco da novela, podia ter a exata dimensão do ridículo. Os atores vão a um local, alguém telefona avisando à imprensa e lá está o material para as revistas de fofoca. A cena me veio à mente quando surgiu o desentendimento entre Wagner Moura e um repórter, a quem o ator negou uma entrevista. O jornalista reclamou que Wagner estava muito estrela e ouviu, como resposta, que ele, o ator nunca mais falaria com o repórter. O vídeo com o pequeno bate-boca foi divulgado amplamente e foi parar no You Tube. O jornalista em questão ainda sublinhou que Wagner, formado em jornalismo, começou a carreira cobrindo celebridades para um programa de TV. Ou seja, parecia ter alguma intimidade com a história do ator, o que, aparentemente, se confirmou com a reação enfática. Ou não. Enfim, isso tudo só para dizer que a imprensa ficou devendo nessa história. Ficou devendo o nome do tal repórter, uma informação vital e que não aparece em nenhuma citação do Google.