Festival de besteira que assola a mídia

Agosto 29, 2008

Virou moda criticar pesquisas

Arquivado em: Uncategorized — Gilson Jorge @ 2:58 pm
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Parte da mídia baiana descobriu a pólvora na atual campanha eleitoral: as pesquisas são falíveis! A constatação veio depois que o Ibope atribuiu ao candidato Antonio Imbassahy, segundo colocado em todas as avaliações, um percentual de intenção de votos bem menor do que o aferido pelo Vox Populi, sob encomenda do jornal A TARDE.

Jornalistas de diferentes meios, sobretudo de A TARDE, relembram o fiasco da previsão da eleição de Paulo Souto ao governo do Estado, em 2006. Mas o que ninguém menciona é que na noite anterior ao dia da votação, um sábado, quando já não há praticamente jornalistas nas redações ( a edição de domingo é fechada antes das quatro da tarde), o Ibope publicou uma pesquisa no telejornal da TV Bahia dando o braço a torcer: o instituto apontava um empate técnico entre Wagner e Souto. Tarde demais para A TARDE, que horas antes havia liberado a impressão de centenas de milhares de jornais com a manchete assegurando a reeleição de Souto. Até aquele dia, o jornal acreditava piamente no Ibope.

Agosto 28, 2008

A ignorância dos estadunidenses

Arquivado em: Uncategorized — Gilson Jorge @ 12:42 am
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Michelle Obama, mulher de Barack,  candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, declarou que somente em seu país um garoto do Havaí e uma menina do subúrbio podem chegar à Casa Branca. Algo que já foi dito, em outros termos, pelo marido dela. Realmente, as leis brasileiras não permitem que uma pessoa nascida no Havaí, em Paris ou qualquer outro lugar fora do território nacional chegue à Presidência da República. Mas quanto a ser suburbano, vejamos. Lula nasceu em Garanhuns e, bem diferente de Obama, não completou os estudos. Evo Morales não é exatamente da elite boliviana. Hugo Chávez não nasceu em berço esplêndido venezuelano. E, para quem acha que o mundo se limita ao Hemisfério Norte, Lech Walesa era sindicalista antes de governar a Polônia. Ou seja, o mais legal dos estadunidenses continua sendo um estadunidense. Ou americano, se preferir.

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