Festival de besteira que assola a mídia

Setembro 6, 2008

Barueri 3X2 Bahia

Arquivado em: Uncategorized — Gilson Jorge @ 7:38 pm
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0 min- o jogo não começou, mas a equipe de transmissão, sim. Os caracteres informam que Márcia é uma das assistentes. O narrador, que está em Salvador, corrige e diz que é Márcio. O repórter, que está em campo, em Barueri, diz que é Márcia mesmo. Dois minutos depois, as imagens dariam razão ao repórter.

10 min – o narrador afirma que o atacante do Barueri está jogando com a camisa 100 em homenagem à sua centésima partida. O repórter corrige e diz que na verdade é uma referância ao centésimo gol do jogador.

25 min – o comentarista diz que o árbitro de Rondônia deveria ser escalado para partida de menas expressão.

42 min – o narrador fala sobre a escassez de vitórias do Bahia na competição, quando o Barueri abre o placar. Que boca!

44 min – Fábio empata para o Bahia.

47 min – Fim do primeiro tempo. o repórter entrevista Fábio que voluntariamente admite que no gol do Barueri foi dele o erro atribuído pelo narrador a Douglas

Intervalo: tem uma propaganda da Skol bem bolada sobre os caras que não bebem para levar os amigos de volta para casa. Boa sacada. O problema é o nome da campanha: o motorista da rodada. Sei, não…

Segundo tempo!

1 min – o narrador informa que pelas Eliminatórias o Paraguai abre o placar contra a Argentina. Só se algum paraguaio foi ao placar eletrônico e o abriu literalmente, porque o gol mesmo já tinha acontecido aos 12 do primeiro tempo.

28 min – gol do Barueri

31 min – quatro minutos depois de anunciada a saída de Williames da partida, o repórter encontra o jogador em campo. Williames no jogo!, grita.

33 min – Bahia empata.

35 min – logo depois do comentarista dizer que se o Bahia chegou ao empate poderia vencer, o Barueri passa à frente. O que comprova que o problema do tricolor não está com o técnico nem com os jogadores. É a boca do comentarista.

45 min _ com quatro de acréscimo, o comentarista diz que nessa hora o que importa mesmo é a vontade, já sem muito esquema, blá, blá, blá…

49 min – fim de jogo.

Agosto 27, 2008

Novo jornal, velho jornalismo

Arquivado em: esportes — Gilson Jorge @ 11:56 pm
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Na primeira edição do novo Correio (muito bonita, por sinal), a seção de esportes traz um quadro com o título Feirão Tricolor, em que são dadas dicas de como um aspirante a jogador pode chamar a atenção do Bahia. A quinta dica é muito engraçada: “Conquiste amigos na imprensa: esses seres raivosos, corneteiros e mal-humorados têm bom trânsito dentro do clube, ao ponto de influenciar ou vetar contratações. Se um repórter vai com sua cara, pode enaltecer suas qualidades em jornais, revistas, emissoras de rádio, TV ou internet”. A pergunta: com a cara de quem o Correio vai no Bahia e no Vitória? Ajudou a contratar alguém?

Agosto 19, 2008

Alemães fazem turismo étnico?

Arquivado em: Uncategorized — Gilson Jorge @ 1:13 pm
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O Governo Wagner, que vem se notabilizando por não fazer as mesmas obras que também não eram feitas em gestões passadas, abraçou a tese do desenvolvimento do assim chamado “turismo étnico”. Basicamente, negros dos Estados Unidos que viajam à Bahia para acompanhar a Festa da Boa Morte e outras manifestações culturais da negritude brasileira. Se bem que não há notícias de que brasileiros negros assistindo a um show de blues em Saint Louis tenham sido categorizados como turistas étnicos.

Pois, com a anuência dos meios de comunicação, o governo faz publicidade sobre o seu esforço em aumentar o turismo étnico no estado. Mas que diabos é o turista étnico? Aquele que gasta uma grana étnica? Que se hospeda em hotéis étnicos? Serão étnicos os turistas alemães que visitam a Oktoberfest em Blumenau? E os britânicos que, de passagem por São Paulo, visitam
um pub, estão tendo uma experiência étnica?

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