A coluna de July de segunda, 25 de agosto, estava inspirada. Primeiro, a publicação de duas notas sobre o mesmo assunto. A coluna repete a informação de que o pobre do diretor de Música da Funceb, Gilberto Monte, teve que ir a Londres ver o Carnaval de Notting Hill, coitado. Sim, coitado. Pois o texto (publicado duas vezes) deixa claro que o moço viajou a pedido do secretário de Cultura, Márcio Meirelles. Deve ser a mesma sensação de ser mandado para acompanhar as manifestações folclóricas de Cabrobó. “Eu não queria ir, mas como é um pedido do secretário, vou fazer esse esforço”. Como parte da árdua missão, talvez ele traga uns DJs londrinos para dar um upgrade na Segunda-feira Gorda da Ribeira. Mas o ponto forte da coluna foi mesmo a entrevista com a fotógrafa Arlete Soares. Pergunta: O que mais lhe toca a fundo na vida e que não escaparia nunca do seu clique? Resposta: “A existência em si me toca fundo. Acho incrível o ciclo da vida, o que acontece entre o berço e o túmulo. O clique do olho nem sempre tem uma câmera na frente.” Bonito.