A coluna de July de segunda, 25 de agosto, estava inspirada. Primeiro, a publicação de duas notas sobre o mesmo assunto. A coluna repete a informação de que o pobre do diretor de Música da Funceb, Gilberto Monte, teve que ir a Londres ver o Carnaval de Notting Hill, coitado. Sim, coitado. Pois o texto (publicado duas vezes) deixa claro que o moço viajou a pedido do secretário de Cultura, Márcio Meirelles. Deve ser a mesma sensação de ser mandado para acompanhar as manifestações folclóricas de Cabrobó. “Eu não queria ir, mas como é um pedido do secretário, vou fazer esse esforço”. Como parte da árdua missão, talvez ele traga uns DJs londrinos para dar um upgrade na Segunda-feira Gorda da Ribeira. Mas o ponto forte da coluna foi mesmo a entrevista com a fotógrafa Arlete Soares. Pergunta: O que mais lhe toca a fundo na vida e que não escaparia nunca do seu clique? Resposta: “A existência em si me toca fundo. Acho incrível o ciclo da vida, o que acontece entre o berço e o túmulo. O clique do olho nem sempre tem uma câmera na frente.” Bonito.
Agosto 26, 2008
Axezeiro rubro-negro contrata Tripodão
Dado o histórico de empresário do Axé do presidente do Vitória, a reação inicial à notícia de que o rubro-negro tinha contratado Trípodi foi: “ih, surtou”. Alberto Trípodi? Viviane Trípodi? O Vitória desistiu do futebol e vai montar um trio-elétrico? Por isso, o cara tava querendo transformar Pituaçu em uma arena de shows… Só então caiu a ficha. Trata-se de uma grande revelação argentina que, segundo A TARDE, aos 21 anos já jogou uma partida profissional pelo Boca, foi titular em uma partida no Colônia e estava no banco de reservas do Santos, que está na zona de rebaixamento. Nota-se que foi um grande investimento.
Agosto 23, 2008
Mário Kértesz, que Mário?
A edição de 22 de agosto do Jornal da Metrópole, publicado por Mário Kértesz, repercute a decisão de Antonio Imbassahy, candidato tucano à Prefeitura de Salvador, de entrar na justiça para impedir que seu nome seja mencionado pela Rádio Metrópole. As declarações colhidas de diferentes atores são preciosidades.
O prefeito João Henrique Carneiro, que conseguiu na Justiça o recolhimento do primeiro número da Revista Metrópole, com pesadas críticas à sua pessoa, aparece arrependido de sua atitude e declara que Imbassahy errou ao copiar um equívoco seu. Imbassahy é contundente ao não-declarar ao jornal porque fez agora o que criticou em João Henrique. E, finalmente, o jornal de Mário Kértesz pergunta a Imbassahy se a sua atitude não confirma as suas”raízes carlistas”. E de onde, afinal, saiu Mário Kértesz?
Agosto 19, 2008
Alemães fazem turismo étnico?
O Governo Wagner, que vem se notabilizando por não fazer as mesmas obras que também não eram feitas em gestões passadas, abraçou a tese do desenvolvimento do assim chamado “turismo étnico”. Basicamente, negros dos Estados Unidos que viajam à Bahia para acompanhar a Festa da Boa Morte e outras manifestações culturais da negritude brasileira. Se bem que não há notícias de que brasileiros negros assistindo a um show de blues em Saint Louis tenham sido categorizados como turistas étnicos.
Pois, com a anuência dos meios de comunicação, o governo faz publicidade sobre o seu esforço em aumentar o turismo étnico no estado. Mas que diabos é o turista étnico? Aquele que gasta uma grana étnica? Que se hospeda em hotéis étnicos? Serão étnicos os turistas alemães que visitam a Oktoberfest em Blumenau? E os britânicos que, de passagem por São Paulo, visitam
um pub, estão tendo uma experiência étnica?
Agosto 18, 2008
Agosto 13, 2008
Ai, meu Cáucaso!
O pobre leitor, humilde, que juntou seus trocadinhos para comprar A TARDE hoje se deparou com um editorial sob o título Dor no Cáucaso! Deve ter se coçado todo para descobrir que diabo de dor é essa. Ainda mais que o texto fala em Tchechênia, Kosovo…será ali que se sente dor no Cáucaso? Sei que não se deve fazer graça sobre a guerra, mas o título desse editorial é uma piada pronta.
Agosto 9, 2008
Vermelho!
Pesquisadores britânicos afirmam que competidores que usam vermelho têm mais chances de serem os vencedores. O estudo toma como base os resultados obtidos na Olimpíada de Atenas. Os anfitriões gregos, por exemplo, se deram mal. Quem manda usar branco e azul? Mas ao ler a matéria sobre a pesquisa, me dei conta de que todos os países fortemente industrializados, e também os comunistas, usam vermelho! A dúvida: Estados Unidos, China e Cuba vão bem nas competições esportivas por que escolheram as cores certas para as suas bandeiras nacionais? Mas isso suscita outras questões. Por que o Brasil, que não usa vermelho, ganhou tantas copas do mundo? O que faz do vermelho uma cor de vencedores? Por que o CRB é o lanterna da série B? Por que quem vai ser expulso da partida recebe cartão vermelho?
Agosto 4, 2008
Primeiro passo: reconhecer que está errado
Desde que se consolidou como um time profissional, deixando em segundo plano a escolinha de futebol, o alviverde do sudoeste baiano trocou de nome. Deixou de ser Primeiro Passo para usar Vitória da Conquista, nome da cidade em que está sediado. No escudo do time, sob as iniciais ECPP (Esporte Clube Primeiro Passo) aparecem em destaque as recém-colocadas letras VC, iniciais da cidade. A página do time na internet (primeiropasso.net) trata o time como Vitória da Conquista. A Federação Bahiana de Futebol e a CBF se referem à equipe como…Vitória da Conquista. Quase toda a mídia chama o clube pelo nome escolhido pela sua diretoria e legitimado pelas entidades máximas do futebol. As exceções ficam por conta de um site da torcida organizada do Vitória (de Salvador) e do Correio da Bahia, que pelo menos até a segunda-feira, 4 de agosto de 2008, mencionam a terceira melhor equipe do Estado como Primeiro Passo.
Julho 28, 2008
Daltonismo (vestiu uma camisa listrada e foi pro terreiro)
“Vixe Maria! Ele veio de preto!” Essa frase dita pela vereadora Olívia Santana, sobre a presença do prefeiturável evangélico Walter Pinheiro em um terreiro de candomblé, teve um impacto arrasador na reputação do deputado. A frase foi ouvida por jornalistas e reproduzida pelo principal jornal local. Em plena campanha, aparecer em um terreiro vestido de preto é coisa de amador. Quem leu a matéria no A TARDE ONLINE, sem ver as fotos, imaginou que o petista estava querendo fazer uma provocação gratuita aos adeptos do candomblé. Todos os políticos sabem que roupas pretas não são apropriadas para um terreiro. Mas a foto publicada em A TARDE tirava qualquer dúvida. A camisa era azul, em listras claras e escuras, mas azul. E a calça era azul marinho. De onde a “aliada” Olívia Santana, que queria ser a vice na chapa com Pinheiro, tirou o preto?