Jarbas Passarinho, 88 anos, que foi ministro durante praticamente toda a ditadura militar, assinou um artigo no Terra Magazine – http://terramagazine.terra.com.br – em que qualifica o Governo Lula de república sindicalista. Ele pode estar coberto de razão. Mas um passarinho que participou de um regime torturador e assassino deveria ficar de bico fechado.
Junho 26, 2008
Junho 24, 2008
Príncipe Naruhito dá uma de ninja, solta a franga e quebra o protocolo na cara da imprensa brasileira
Desde que Naruhito, o príncipe japonês, desembarcou no Brasil a principal preocupação dos donos de jornais destes trópicos é a famosa quebra de protocolo. Os primeiros textos sobre a visita da autoridade japonesa antecipavam a conduta que repórteres, fotógrafos, porteiros, motoristas de táxi e o presidente da República deveriam ter caso se deparassem com Naruhito: nada de olhos nos olhos, tirar fotografias, dirigir a palavra ou qualquer outra coisa que pudesse ser vista como uma afronta à realeza na Terra do Sol Nascente.
O diacho é que o homem estava no Brasil resolveu se comportar como os brasileiros, como manda a boa educação. Aí foi um festival de quebra de protocolos, todos devidamente protocolados pela imprensa. Príncipe Naruhito quebra o protocolo e olha para a esquerda! Príncipe Naruhito quebra o protocolo e tira fotografia do Pão-de-Açúcar! Príncipe Naruhito quebra o pescoço e o protocolo e olha para uma passista da Mangueira!
Pois pela demora em voltar para casa, tudo indica que o príncipe vai virar arroz-de-festa. E que, pela descrição de sua visita pela imprensa, além das boas recordações do centenário da imigração japonesa Naruhito vai precisar de um protocolo ‘novinho em Folha’.
Deu chabu nos traques de Aleluia
Na falta de assunto, típica dos períodos festivos, alguns blogues baianos resolveram abrir espaço nesses dias de São João para as pérolas emanadas pelo deputado federal José Carlos Aleluia (nome que, aliás, combina mais com a queima de Judas). Mas isso é outro feriado.
Primeiro, um blogue publicou como informação relevante a enquete que o deputado promoveu em seu site sobre quem deveria ser o candidato a vice em uma eventual chapa com a ministra Dilma Rousseff para a presidência. As opções listadas incluem Fernandinho Beira-Mar e outros nomes que, com justiça ou não, são considerados desabonadores pelo deputado. Tudo bem. A julgar pelos destaques do seu website, o mandato do deputado não tem produzido nada importante mesmo e ele tem tempo para fazer enquetes engraçadinhas.
Mas o que mais espanto causa é o texto principal do website, que foi reproduzido pelo Bahia Já. Diz o texto sobre a presença do Exército em um morro do Rio de Janeiro: “É lamentável que as lideranças militares tenham se dobrado às determinações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de submeter o Exército Brasileiro à politicagem que molda as ações do governo petista.”
Genial! O deputado democrata está cobrando que os militares não obedeçam o chefe maior das Forças Armadas como determina a Constituição Federal, que o deputado deveria conhecer. Os blogues e jornais publicam esse tipo de informação sem nenhuma crítica ao teor ou à figura responsável pela sua elaboração. Ainda bem que esse tipo de gente, que escreve e que publica essas sandices, têm um poder de fogo tão limitado como o de um traque de massa.
Junho 15, 2008
O bom senso está sitiado
Na mesma edição em que dedicou uma página inteira ao hebeatra Feizi Milani, que pondera como os mais pobres são os que mais sofrem com a insegurança, A TARDE estampou em sua manchete: “Classe média está sitiada pela violência”. Isso depois que uma bala perdida durante a execução de quatro pessoas em uma área pobre do centro teve a ousadia de atingir um apartamento em um “bairro nobre”. O texto que complementa a manchete afirma que “o medo de ser a próxima vítima tomou conta…de outras localidades em que a classe média reside nas proximidades de redutos da criminalidade”.
O jornal evidencia a sua leitura de que a violência só se constitui um problema porque começa a afetar a vida de quem mora na Graça. Os cento e oitenta disparos que aterrorizaram quem vive no Alto das Pombas e no Calabar, e que feriram um vigilante do cemitério do Campo Santo, durante a execucão de quatro pessoas, não fizeram tanto barulho na cabeça de quem escreveu a manchete quanto a bala solitária que avançou sobre a Euclides da Cunha.
O curioso é que na página 32 do jornal, ao comentar a associação entre violência e pobreza, Milani afirma textualmente que “…o único fundamento que existe é a confirmação do profundo e arraigado preconceito que as elites brasileiras sempre tiveram em relação à pobreza…Trata-se de uma visão primária, simplista…”. Ou seja, sem ter conhecimento do que seria a manchete, o entrevistado da editoria Ciência&Vida fez uma poderosa análise do tratamento dado pelo jornal ao assunto em sua primeira página. Pelo menos na questão da insegurança, A TARDE está mais perdido do que cego em tiroteio.
Junho 10, 2008
Náutico pede Arruda ao Santa Cruz
Sem poder usar o seu próprio campo, o Estádio dos Aflitos, depois da batalha contra o Botafogo, o Náutico vai usar o Estádio Arruda, do Santa Cruz, o que permite, entre outras coisas, a realização das próximas partidas do time no Recife, e esse trocadilho geniaaaaaaal, que não foi feito pelos jornais e sites, pelo menos até o momento em que este post foi escrito.
p.s.: os pernambucanos seguem empenhados em causar inveja aos baianos, nesse particular ao Bahia: em Recife, os dois times da primeira divisão e o da terceira têm estádios próprios. O tricolor baiano, se não conseguir Pituaçu, vai ter que começar a procurar um campo de várzea disponível.
Junho 5, 2008
Mais um jornalista desempregado
A Folha Online informa que foi demitido hoje da Globonews o jornalista desencadeou um dos maiores vexames da TV. Em meados de maio, durante meia-hora, o canal mostrou imagens ao vivo de um prédio em chamas no centro de São Paulo, fogo que teria sido provocado pelo choque de uma aeronave da companhia Pantanal. O apresentador, totalmente sem graça e sem informações adicionais, se contorcia para manter a audiência até que chegassem dados mais conclusivos. Os sites noticiaram mais um acidente e um deputado federal interrompeu suas atividades no congresso para denunciar a volta do causaério. Até que a Defesa Civil, a Infraero e a própria Pantanal desmentissem o acidente e chegasse a notícia de que se tratava de um incêndio em uma loja de colchões, o que amorteceu bastante o impacto da transmissão. A história toda, ao final, virou um grande pastelão. Menos para o dono da loja, no dia do acidente, e hoje, para o jornalista que perdeu o emprego. Que houve uma tremenda confusão, não há dúvida. E ajudou o fato de o prédio ficar perto do aeroporto de Congonhas. Só é intrigante de onde tiraram que era um avião da Pantanal.